Nossa pauta não comporta outro assunto que não o debate dos servidores que estão perplexos, com as contas vencendo, e toda essa incerteza. Na condição de vice-líder do Governo não estou aqui para tapar o sol com a peneira e dizer que está tudo às maravilhas. Está longe disso e a incerteza que existe hoje é fruto da ausência de planejamento para dar respostas eficazes aos trabalhadores.
A decisão de adiar o pagamento aos inativos e pensionistas é um exemplo claro disso. O servidor não pode ser prejudicado neste momento. Repudio esta decisão e me coloco ao lado do servidor na cobrança por soluções.
O Parlamento não faltou ao Governo do Estado em instante algum nas suas solicitações de mecanismos para alavancar a arrecadação, a receita. Tenho questionado o governo sobre a lentidão do Estado na implementação dessas medidas, com a regulamentação de leis que permitam uma melhora na arrecadação do Estado.
De outra via, tenho cobrado do Governo uma forma eficaz de fazer receita, que é o corte da despesa com uma reforma administrativa, e o Governo também está sendo lento nessa resposta. E nós estamos vendo a situação caminhar ao ponto crítico.
Tenho feito esta cobrança. É preciso que o Estado faça o dever de casa. Todos os deputados de todas as bancadas estão prontos a contribuir. As medidas para impulsionar a arrecadação do Estado foram aprovadas por unanimidade. A celeridade foi aplicada ao processo legislativo.
Essa crise não interessa a ninguém, nem ao Governo, nem ao Parlamento, muito menos ao servidor, que tem a sua vida comprometida com o Governo do Estado, que tem uma carreira, que tem uma história, que tem um compromisso familiar, um compromisso pessoal vinculado à sua vida pública, a uma opção que fez quando prestou um concurso e optou pela carreira pública.
Que o Governo consiga encontrar o caminho, porque não adianta, tem que vir dele a saída para a crise em que estamos mergulhados. Lamentavelmente, ela é combinada também pela interinidade do Governo, mas a interinidade do Governo não pode ser objeto de impedimento de que uma solução seja encontrada e que respostas efetivas sejam dadas aos trabalhadores e aos cidadãos do Estado do Rio de Janeiro, que precisam do Estado funcionando, que precisam do serviço.
Deputado Estadual Janio Mendes (PDT)
