Mas nem todo mundo acredita na capacidade de os governos chegarem a acordos efetivos para as pessoas ou para o meio ambiente. Por isso, de 15 a 23 de junho, de forma paralela à conferência oficial da ONU, o Aterro do Flamengo, no Rio de Janeiro, será ocupado pela sociedade civil organizada, durante a Cúpula dos Povos na Rio+20 por Justiça Social e Ambiental.
Organizações não-governamentais, movimentos sociais e coletivos de todo o mundo querem ser um contraponto crítico à Rio+20 oficial, que, a nosso ver, não fará nada além de reforçar o poder do setor privado e uma visão financeira sobre a natureza.
Com o planeta em crise – econômica, ambiental e social –, a Cúpula dos Povos tem uma mensagem clara: as soluções para os problemas que vivemos hoje já existem, e elas são praticadas por povos de todo o mundo. Em vez de palavras vazias na boca de empresas e do governo, estamos tentando construir, no Aterro do Flamengo, um espaço livre de corporações. No lugar de discussões que não levarão a acordos legalmente vinculantes, demonstrações de experiências que já acontecem em diversas partes do planeta que respeitam o meio ambiente e os direitos humanos.
A ideia da Cúpula dos Povos é mostrar que há desenvolvimento sustentável no cotidiano de populações comumente negligenciadas pelos governos e decisões oficiais: quilombolas, indígenas, camponeses, jovens, mulheres, negros e muitos outros.
Por Juarez Lopes (PV)
Engenheiro Sanitarista