As eleições de amanhã representam um divisor de águas na história de Cabo Frio. A população vai poder escolher entre dois modelos de práticas políticas e administrativas. O “chefe” da Frente do Passado propõe um modelo populista de direita, no qual todo o poder é centralizado nele. Ele é o agente que comanda todo o processo, subordinando à sociedade a orientação do grupo político no qual é chefe incontestável.
A outra opção, representada pela coligação “Cabo Frio vai ser diferente”, pilotada por Janio, é objetivamente mais democrática e propõe o diálogo com todas as instâncias da sociedade civil organizada para que o governo seja efetivamente representativo. Ouvir as diferentes propostas e opiniões dos vários setores da população é mais trabalhoso e não implica na concentração de poder, mas no exercício democrático de estar disposto a dialogar.
Cabo Frio tem a oportunidade histórica de enterrar um modelo oligárquico, que já fez muito mal a cidade, aprisionando-a no egoísmo oportunista que entende o exercício do poder como um meio de exercer a ditadura pessoal sobre o município.
Luiz Antônio Nogueira da Guia (Totonho)
Professor
